
A proposta central do NAPI (Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação) Educação do Futuro - Eixo 1: Observatório da Educação Básica e Pública do Paraná - é fomentar discussões acadêmicas e desenvolver soluções práticas, diagnósticos precisos e subsídios a políticas públicas que impactem diretamente as práticas em sala de aula e a formação de professores no Paraná e no Brasil. Este projeto conta com financiamento da Fundação Araucária e abrange todas as regiões do Estado do Paraná.
Docentes Pesquisadores e bolsistas da Universidade Estadual de Maringá e das demais Instituições de Ensino Superior do Paraná que fazem parte do Eixo 1 (UTFPR e UEL) buscam elaborar propostas a partir do contexto pós-pandemia. O Projeto articula pesquisadores e pesquisadoras paranaenses em torno de um projeto único: a criação do Observatório da Educação. A professora Maria Luisa Furlan Costa, do Departamento de Fundamentos da Educação da Universidade Estadual de Maringá (UEM), foi uma das responsáveis pela elaboração do projeto junto à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI). O objetivo era que o Napi envolvesse pesquisadores de diferentes instituições, enriquecendo o debate. "O grupo que articulamos neste eixo, sob nossa coordenação, conta com uma equipe estruturada; bolsistas de iniciação científica, mestrado, doutorado e pós-doutorado," analisa sobre a contribuição do Napi para a pós-graduação.
A professora Fabiane Freire França é diretora do Nead-UEM e também coordenadora na UEM do Eixo 1 explica que a meta é tornar dados estatísticos acessíveis a toda a população. “A gente precisa de estratégias para formação reflexiva, crítica para que os cursos sejam de fato uma formação efetiva”, complementa.
Este Observatório funcionará associado a um Repositório Institucional vinculado à Universidade Virtual do Paraná (UVPR). O professor da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, Nestor Cortez Saavedra Filho, coordenador do projeto naquela Instituição, esclarece que essa é uma ferramenta estratégica para democratizar o acesso à informação. “A transformação digital é o que permeia tudo, seja na infraestrutura até todo planejamento didático pedagógico da escola, como os projetos político-pedagógicos e também a dimensão humana que é a formação de professores e educadores”, acrescenta.
O Observatório da Educação Básica Pública pode se tornar um espaço de contribuição coletiva de conhecimento a partir das experiências docentes. De acordo com a coordenadora do Eixo 01 na Universidade Estadual de Londrina, a professora Adriana Regina de Jesus Santos, um caminho possível para atingir esse objetivo é promover a participação ativa dos educadores, principalmente no diálogo com os professores da educação básica. “Convidamos também os professores da educação superior, mas o foco maior é tentar entender como esse professor da educação básica vem desenvolvendo suas ações”, detalha Adriana.
Diálogo Internacional e Integração
Reforçando o compromisso com a troca de conteúdos e experiência das práticas pedagógicas, o NAPI Educação do Futuro teve participação ativa no I Congresso Internacional do Grupo de Estudos e Pesquisa: Currículo, Formação e Trabalho Docente e o I Encontro Internacional do Observatório da Educação Básica Pública do Estado do Paraná, entre os dias 17 e 19 de novembro, na Universidade Estadual de Londrina (UEL).
O evento foi um marco para o projeto, reunindo palestras e mesas redondas que debateram diversos temas afins, como, por exemplo, as relações entre repositórios digitais e o impacto da pesquisa na pós-graduação brasileira. O encontro serviu para estreitar o diálogo vital entre a universidade, as escolas e as redes de ensino.
Durante os três dias, pesquisadores e educadores discutiram caminhos para ampliar a visibilidade de práticas pedagógicas que estejam verdadeiramente comprometidas com uma educação democrática, inclusiva e de qualidade. O Congresso não apenas validou a relevância do Observatório da Educação, mas também consolidou a rede de colaboração que é a essência dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação.
De acordo com a professora Fabiane, com essas ações, a UEM e as instituições parceiras reafirmam seu papel de protagonismo no desenvolvimento social. “Utilizando a pesquisa científica como vetor de transformação para uma educação do futuro mais justa e eficiente, além de qualificar o capital humano que atua nas escolas”, ressalta.
Divisão de Tecnologias da Informação (NEAD)
E-mail: tic-nead@uem.br